Alô Jovem

As tentações do musico

Através de alguns personagens biblicos, tentaremos traçar as areas em que o musico cristão é tantado , para que a exemplo deles, possamos pedir a Deus a força necessária para sair das tentações.

O que nos consola é que o proprio Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem, foi tentado mais venceu toda a tentação para servir de intercessor nosso diante do Pai.

” Porque não temos nele um pontífice incapaz de compadecer-se das nossas fraquezas. Ao contrário, passou pelas mesmas provações que nós, com exceção do pecado. ” Hebreus 4:15

É o próprio Jesus que nos consola diante das aflições deste mundo:

” Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo. ” Jo 16:33

São Paulo ensina-nos que Deus permite as tribulações para um motivo que é o de produzir em nós a paciencia, a fidelidade e a esperança:

” Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz a paciência,a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança. E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” Romanos 5: 3-5

É através da tentação , do sofrimento e das tribulações que seremos achados fiéis, obedientes. esta é a didática de deus, ou seja de permitir que aprendamos por meio dos sofrimentos, que abracemos todos os dias a cruz e sigamos nosso caminho:

” Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. ” Hebreus 5: 8

Se Deus, na sua infinita sabedoria, escolheu o sofrimento para ensinar Jesus, não há duvida de que este também será o caminho nosso para aprendermos a obeceder a Deus e fazer a Sua vontade.

O catecismo da Igreja Catolica no nº 539 , onde se trata a respeito da tentação de Cristo, mostra-nos que Jesus e o “Novo Adão”, aquele que não sucumbiu à tentação e por isso, venceu o tentador :

” Jesus é o novo Adão que ficou fiel lá onde o primeiro sucumbiu a tentação. Jesus cumpre à perfeição a vocação de Israel: contrariamente aos que provocaram outrora a Deus durante 40 anos no deserto, Cristo se revela como Servo de Deus totalmente obediente a vontade divina. Nisso, Jesus é vencedor do Diabo : ele o “amarrou a homem forte” para retonar-lhe a presa (Mc 3,27). A vitoria de Jesus sobre o tentador no deserto antecipa a vitoria da paixão, obediencia suprema do seu amor filial ao Pai ”

É um grande conforto saber que Deus é fiel e não permite que sejamos tentados alem de nossas capacidades humanas de resistencia. O Senhor não diz que retirará a tentação, mas que nos dará os meios de suportar, de aguentar e sair da tentação. será através destes meios dados por Ele que sairemos da tentação. Os meios de sair da tentação são humanos, mas dados por Deus. O Catecismo afirma ainda a respeito da tentação:

Não cair na tentação envolve uma decisão do coração… Ninguem pode servir a dois senhores (Mt 6:21-24). Neste consentimento dado ao Espirito Santo o Pai nos dá a força. As tentações que nos acometeram tiveram medida humana. Deus é fiel, não permitirá que sejais tentados além das vossas forças. Mas com a tentação, ele vos da’ra os meios de sair dela e a força para suportar ( I cor. 10,13) – CIC 2848.

Nesta serie de personagens biblicos nao so trataremos as consequencias da tentacao, mas tentaremos ir ate as suas causas, traçando assim um pararelo importante para a nossa vida crista a serviço da musica.

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A 1º Tentação – Herodes- A tentação da vaidade

Fonte: Formação Espiritual de Evangelizadores na Musica
Autor: Roberto e Neusa Tannus

Em Atos 12,20-23 encontramos o rei Herodes vestido de trajes reais e pronto para fazer um discurso ao povo que governava. O povo aplaudia e elogiava o rei que se sentia cada vez mais cheio de si. O auge da vidade aconteceu quando o povo elevou este comentário:

” É a voz de um deus e não de um homem” (Vers. 22)

Aquela afirmação do povo foi demais para ele, ele estava todo cheio de vaidade. Foi aí que a mão de Deus agiu pesadamente sobre o rei :

” No mesmo instante, o anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado honra a Deus. E, roído de vermes, expirou. ” (Vers. 23)

A causa da morte do rei Herodes foi exatamente esta: a de não haver dado glória a Deus.

Em Isaías 48,11b encontramos a seguinte afirmação a respeito:

” A ninguém posso ceder minha glória. “.

O rei Herodes estava se sentindo no lugar do Deus verdadeiro e era o povo mesmo quem afirmava isso, alimentando assim o ego do desafortunado rei.

Assim acontece também com o músico quando, diante do povo para o qual ele executa sua musica, quando não visa dar glória a Deus: acaba roído de vermes. A vaidade cheira mal dentro de nós. Quando se ministra a música sem buscar o louvor a Deus, começa-se a morrer por dentro e perde-se a unção do Espírito Santo.

Quando começamos a receber elogios por nosso serviço prestado a Deus, os elogios até que são bem intencionados, porém estes elogios podem funcionar em nós causando um efeito devastador, se nos deixamos levar pelo orgulho e pela vaidade. Se o elogio me faz ” inchar ” então logo os vermes começarão a agir dentro de mim.

Devemos ser como aquele burrinho que conduziu Jesus na sua entrada triunfal em Jerusalém (Lc 19, 29-40). Ele estava amarrado. Aos discipulos havia dada a ordem de pegarem o burrinho sem falar nada com ninguém. A única recomendação do Senhor era de que , se o dono perguntasse, os discipulos deveriam apenas responder: ” O Senhor precisa dele ! “. E quando já estão desamarrando o burrinho, a explicação simplória foi dada ao dono e o satifez plenamente. Jesus então montou o burrinho depois que ele foi enfeitado com as vestes dos próprios discipulos. Na entrada de Jerusalém as palmas e os mantos eram estendidos no chão para Jesus passar com o burrinho que ia todo alegre…

Também um dia o Senhor usou de alguém para nos desamarrar, tirar-nos do antigo dono e nos fazer levar Jesus ao povo que espera ansioso e sedento. Fomos enfeitados com os carismas e o Senhor nos dotou de capacidades para ministrar a Musica Divina. Tornamo-nos como o burrinho que vai levando Jesus através da música onde o Mestre precisa ir. No nosso caminho levando Jesus na música vão surgindo palmas, mantos, elogios…Mas as palmas e os mantos não são para o burrinho, são para Jesus. Burro do burrinho se acreditar que as palmas são para ele!

Porque o Senhor quis montar no burrinho para entrar em Jerusalém? Era para cumprir o oráculo do profeta que dizia que o Ungido de Deus viria humildemente montado num burrinho (Zc 9,9). Porém a explicação que o Senhor aos seus discipulos para passar ao dono do burrinho era só essa: “O Senhor precisa dele”.

O próprio Jesus não se mostrou como Rei orgulhoso na sua entrada em Jerusalém, pois ele estava acimados apupos da multidão. Deve ser esta a nossa atitude ao levarmos Jesus aos homens: humildade. Humildade de quem sabe que só esta levando Jesus, que a honra pertence só a Ele e que as palmas são só para Ele. No momento em que estivermos ministrando a música devemos nos lembrar de que, sem Jesus, o nosso lugar seria na “estrebaria”, no esquecimento. Se você ministro de música, perguntar porque o Senhor o escolheu para levá-lo através de sua melodia, a resposta será a mesma que os discipulos deram ao dono do burrinho: “O Senhor precisa dele!” – O Senhor precisa de você ! E levar Jesus através da música, sem vaidades, é a sua missão!

Não foi apenas o rei Herodes o único rei da Biblia a se esquecer de onde vinha seu poder, não foi ele o único a deixar de dar glória a Deus. No livro de Daniel temos o registro da história do testemunho do rei Nabucodonosor. É o próprio Nabucodonosor quem conta:

” Doze meses mais tarde, o rei, passeando (nos terraços) do palácio real, fazia esta reflexão: eis aí verdadeiramente a grande Babilônia, que construí para fazer dela uma mansão real por meu poder soberano, e para servir à glória de minha majestade! Falava ainda, quando uma voz baixou do céu: anunciam a ti, rei Nabucodonosor, que teu reino te foi arrebatado.Vão expulsar-te dentre os homens para te fazer viver entre os animais dos campos; pastarás ervas como os bois. Sete tempos passarão sobre ti, até que reconheças que o Altíssimo domina sobre a realeza humana e que a confere a quem lhe apraz. No mesmo momento, o oráculo pronunciado sobre Nabucodonosor cumpriu-se; ele foi expulso dentre os homens e pastou ervas como os bois; seu corpo foi molhado pelo orvalho do céu. Seu pêlo cresceu como penas de águia e suas unhas, como unhas de pássaro. Ao terminar os dias marcados, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos para o céu. A razão voltou-me e eu bendisse o Altíssimo; louvei e glorifiquei aquele que vive eternamente, cuja dominação é perpétua, cujo reino subsiste de idade em idade. ” Daniel 4: 26-31

Nabucodonosor disse que construiria o seu reino com a força do seu poder e para a honra de sua majestade e enquanto as palavras ainda se encontravam em sua boca, o reino lhe foi tirado. Ficou louco durante sete anos até que aprendeu a dar Glória da Deus.

O erro de Herodes foi um pouco mais sério: permitiu que o povo o adorasse. Por isso mesmo teve a pena de morte.

Se você tem um maravilhoso dom de pregar, de cantar, ou tocar , ou animar uma assembléia, lembre-se que Deus lhe deu esse dom, foi Ele que o colocou onde está. Cuidado para não se envaidecer!

Se você pretende andar com Deus, cantar e tocar para o Senhor, então há um principio vitalmente importante e inviolável a manter em mente: TEM DE SE LEMBRAR DE DAR GLÓRIA A DEUS

A 2º Tentação – Caim, O Ciúme

Fonte: Formação Espiritual de Evangelizadores na Musica
Autor: Roberto e Neusa Tannus

Encontramos a história de Caim no livro de Genesis, capitulo 4, versiculos de 1 a 16. Abel seu irmão ofereceu a Deus o melhor dos seus rebanhos, prém a Palavra de Deus nos diz que Caim ofereceu “frutos da terra”- não menciona que foram os melhores frutos da terra. Por este motivo, Deus se agradou mais do ofertorio de quem dava a Ele o melhor de si, enquanto que o Senhor não se agradou da oferta de Caim. Neste trecho da Sagrada Escritura o termo usado para descrever a recepção das ofertas de Caim é que “não olhou para Caim, nem para seus dons” (Cap. 5). Com isso Caim ficou extramente irrritado e seu semblante tornou-se abatido.

No momento em que seu semblante mudou, o ciume entrou no coração de Caim. A consumação do assassinato seria apenas a oportunidade de colocar em prática aquilo que já estava concretizado em seu coração.

Assim acontece quando nos enciumamos em relação aos dons do irmão: assassinamos sutilmente a imagem do outro dentro do nosso coração.

Quando alguém está sendo mais usado por Deus do que nós a tentação de Caim bate em nosso coração: “Porque Deus não olha para mim? Porque não me usa como Ele? ” – Nossa atitude tem de ser outra, a de dar graças a Deus, pois o irmão que está sendo instrumento para o Senhor, está do nosso lado.

Principalmente o músico é tentado a se deixar levar pela irritação e pelo ciume diante do outro. Neste momento o tentador quer nos induzir a um pensamento de desamor em relação ao outro e ainda por cima, nos leva a pensar que fariamos melhor que o outro se estivéssemos em seu lugar ! Vem logo, quando deixamos o ciumes entrar , o desejo de tornar o microfone do outro, a guitarra do irmão, de tomar o lugar daquele conjunto naquela apresentação, de ficar no lugar daquele animador, etc.

Se todos estivermos unidos para executar a música do Senhor, não vai importar quem estiver na frente. Se até este momento Deus não olhou para mim e para meus dons é porque não chegou o momento para eu ser usado, o que não significa que Ele nunca vai me usar. O requisito mais importante para o Senhor olhar para meus dons é que eu dê a Ele o melhor de mim, o melhor de meu trabalho. Então no momento certo Ele me coocará na linha de batalha.

O Senhor vendo o semblante abatido de Caim, preveniu-o para não se deixar levar pelo pecado:

” Se praticares o bem, sem dúvida alguma poderás reabilitar-te. Mas se precederes mal, o pecado estará à tua porta, espreitando-te; mas, tu deverás dominá-lo.” Genesis 4:7

Devemos dominar o sentimento do ciume pedindo ao Senhor que nos dê amor para amar o irmão e nos alegrarmos pelos seus dons. Somente o amor nos levará a considerar os dons do outro com o profundo desejo de que Deus continue olhando para os seus dons.

A 3º Tentação – Giezi- A impureza na intenção

Fonte: Formação Espiritual de Evangelizadores na Musica
Autor: Roberto e Neusa Tannus

Giezi era um discipulo do profeta Eliseu. Encontramos sua história desde o capítulo 19 do Primeiro Livro dos Reis até o capitulo 5 do Segundo livro dos Reis. Porém nos deteremos no capitulo 5 de II Reis, onde verificaremos como o disciupulo de Eliseu se deixou levar pela tentação.

O chefe do exército da Síria era leproso e ficou sabendo os grandes sinais feitos pelo profeta Eliseu. Sendo assim, dirigiu-se ao homem de Deus para buscar sua cura. Eliseu manda o chefe do exército, Naamã que se lave sete vezes no Rio Jordão para se curar. Mesmo contrariado com aquela ordem absurda e nem tampouco acreditando muito, Naamã se lavou e curado. A alegria foi tanta que ele voltou ao profeta, oferecendo-lhe varios presentes. Apesar da insistência de Naamã, Eliseu não aceitou as riquezas oferecidas.

O versiculo 20 do Capitilo 5 de II Reis traz um resumo do que passava dentro de Giezi:

” Eis que meu amo poupou a esse sírio, Naamã, recusando aceitar de sua mão o que ele tinha trazido. Pela vida de Deus! Vou correr atrás dele, e obterei dele alguma coisa. ”

Giezi não possuia o mesmo desapego e as mesmas inteções de seu mestre,Eliseu. A verdadeira intenção de Giezi era auferir lucros pessoais, pelos serviços divinos prestados.

Naamã acreditou na mentira dita por Giezi e lhe deu dois talentos de prata e duas vestes de festa e ele guardou tudo em sua casa apresentando-se em seguida ao profeta. Deus revela a má conduta de Giezi a Eliseu e o castigo do discipulo é que a mesma lepra de Naamã apega-se a ele. Giezi leproso, saiu da presença do profeta Eliseu. A punição pela impureza de intenções de Giezi foi a lepra. Corremos o mesmo risco de Giezi quando queremos servir a Deus nao pode ser a de querer lucros com o nosso serviço, com o nosso dom.

Quando Jesus despede dos Apostolos para a missão de levar o Reino de Deus a outras cidades, ele os adverte primeiro:

” Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, de graça dai! ” Mateus 10,8

A condição para servir o Reino de Deus é dar de graça aquilo que recebemos de graça. Não pode ser nossa motivação principal nas coisas de Deus cantar ou tocar esperando recompensa, pelo dom que Deus nos deu gratuitamente.

É diferente quando o grupo ou bando musical possui membros consagrados e que vivem exclusivamente do canto evangelizador pois:

” O operario é digno do seu salário ” Mateus 10,10 b

Mas mesmo assim, recebendo o necessario para seu sustento, o que deve motivar o grupo que não deve ser os lucros materiais da apresentação, ou seja, a venda de discos, cds, fitas musicais, mas o desejo de levar Jesus vinte quatro horas por dia.

Para o grupo musical que não fez a consagração total para viver da música divina é melhor que não exija nada, a não ser o que lhe derem espontaneamente pelas suas apresentações, pois corre o risco de cair na tentação de Naamã, a de colocar os valores à frente das coisas de Deus, tentação de servir a Deus esperando recompensas materiais, a tentação de servir com a buscar do proveito proprio e não do crescimento do Reino de Deus.

Nossa verdadeira motivação para servir a Deus, deve ser o AMOR- AMOR POR A JESUS, POR AMOR A IGREJA

A 4º Tentação – Saul- A Tentação de agir na carne

Fonte: Formação Espiritual de Evangelizadores na Musica
Autor: Roberto e Neusa Tannus

A história do Rei Saul está no Primeiro Livro de Samuel , do Capitulo 8 ao 31, mas nos deteremos nos capitulos de 9 a 15 para verificar as causas da rejeição de Deus a Saul e os motivos da transferência da realeza a Davi.

Quando Saul é ungido como rei, o Espírito Santo mudou-lhe o coração (I Samuel 10) , mas não permaneceu nesta unção, não se deixou conduzir por Deus para governar Israel. Ao invés disto, preferia agir seguindo os impulsos da carne. Por isso foi caindo no desagrado de Deus.

O primeiro pecado de Saul aconteceu quando ele estava diante de uma batalha contra os filisteus ( I Samuel 13). Saul sabia que não adiantava guerrear sem primeiro consultar o Senhor. Esperava a Samuel sacerdote de Deus, para este fazer uma cerimônia e consultar o Senhor. Como Samuel demorasse, ele se fez de sacerdote, oferecendo sacrificios ao Senhor:

” pensei comigo: Agora eles vão cair sobre mim em Gálgala, sem que eu tenha aplacado o Senhor. Por isso ofereci eu mesmo o holocausto. ” I Samuel 13,12

A resposta de Samuel, que chega após o rei ter errado, é que o seu reino não subsistirá, pois Saul procedeu nesciamente, seguindo os impulsos do coração. Ele não havia recebido a unçãopara ser sacerdote, mas para ser rei. Mas, no limiar da guerra, Saul desobedeceu a Deus, fazendo-se sacerdote, fazendo um trabalho fora de seu chamado. Ele agia voluntariamente, seguindo o que pensava e não conforme o pensamento de Deus.

Tambem o musico pode cair na mesma tentação de Saul quando se envolve num trabalho para o qual não foi ungido , para o qual não foi chamado. É como se alguém se dispusesse a arrumar sua casa, na maior boa vontade. Só que esta pessoa não entende de arrumação e nem sabe onde você guarda os utensílios e , por isso, vai guardando tudo no lugar errrado. Chega um momento que você tem de dizer: pare, deixa que eu mesmo arrumo ! Assim fez Saul: não entendia de sacerdócio , mas se fez sacerdote , causando assim mais males do que bem.

No capitulo 14 de Samuel encontramos de novo Saul dando uma ordem imprudente, ou seja, a de não comer nada no meio da batalha. Como o povo foi perdendo as forças pela fome,a batalha foi se estendendo sem que terminasse. Também o músico quando segue os impulsos da carne dá ordens imprudentes , tolas , perdendo assim toda a autoridade espiritual.

Saul comete um novo pecado ao desobedecer o mandamento do Senhor de não não poupar nada do espólio de guerra. Mas Saul poupou o melhor das ovelhas e dos bois para sacrificar ao Senhor.A intenção de Saul até que era boa, mas não partia da vontade de Deus. Era uma boa idéia, mas que não vinha de Deus. O servo do Senhor na musica tem de seguir não as suas ” boas ideias ” , mas as inspirações de Deus. É um erro querer fazer algo, deduzindo que se está fazendo as vontades de Deus. É como se eu dissesse a Deus: Venha atrás de mim, pois sei o caminho ! Ou ainda: Abençõe-me, Senhor, pois a minha idéia é maravilhosa!

É uma grande tentação para o musico agir como Saul, que preferia seguir seu proprio pensamento, que só agia na carne, sem obedecer ao Senhor. A desobediencia de Saul, o Senhor chamou Davi para ser rei no seu lugar. Assim acontece com o músico que age na carne no serviço do Senhor: logo será substituído por alguém que contenha a realeza de Deus. O Reino de Deus é servir. Deus substituirá, logo, logo, o musico que age seguindo os impulsos da carne por alguém que O sirva como Davi.

 

A 5º Tentação – Pilatos – A tentação da falta de compromisso

Fonte: Formação Espiritual de Evangelizadores na Musica
Autor: Roberto e Neusa Tannus

A mulher já o havia advertido de que não fizesse nada contra Jesus, pois havia sido atormentada por um sonho que lhe dizia respeito (Mt 27,19b). Porém, Pilatos estava pressionado por dois lados: de um lado estavam os fariseus e principes dos sacerdotes que queriam que Pilatos, detentor do poder de mandar Jesus à morte, o condenasse ; de outro lado estava a sua mulher que não queria a morte de Jesus. Pilatos ainda se sentira constrangido com as palavras de Jesus que lhe havia dito que realmente era Rei, que seu Reino não era deste mundo. E mais ainda , Jesus lhe havia dito que fora o seu Pai quem havia dado o cargo que Pilatos exercia.

Jesus falou a Pilatos que sua missão era dar testemunho da verdade. Pilatos lhe pergunta: ” o que é a verdade? ” – tendo feito esta pergunta virou as costas a Jesus ( Jo 18,35 a 38 ). Ele não queria, na verdade, saber o que é a verdade, pois não queria comprometer-se com verdade alguma, mas preferia prender-se na ” sua verdade ” , na sua convêniencia, Pilatos queria soltar Jesus (Lc 23, 20-21), mas sentia pressionado, pois se assim fizesse ele estaria se comprometendo com o Mestre de Nazaré e por conseguinte, perderia sua posição no poder.

A posição de Pilatos era “de ficar em cima do muro” ; não queria compromisso com Jesus, pois isso lhe traria muito transtorno e sua vida mudaria da situação confortável em que se encontrava. Então querendo satisfazer o povo e não a Deus (Mc15,15), lavou as mãos e mandou que Jesus fosse crucificado.

A falta de compromisso é uma tentação muito forte para o servo de Deus na música, pois é muito cômodo ter o ministério apenas como bico, como passatempo de fim de semana. É muito cômodo dizer: eu não tenho nada com isso, pois já fiz o meu trabalho !

Ministério de Musica é acima de tudo, compromisso com Deus, exige consagração e busca da verdade todos os dias da vida. O músico não pode ficar “em cima do muro” , mas deve comprometer-se, dedicar sua vida. É uma tentação muito grande, a mesma que caiu Pilatos, a de achar que a vida piorará se nos comprometermos com Jesus.

Jesus o amou tanto que deu sua vida por nós; como não irá nos dar a felicidade de que precisamos? Nãos adianta ser servo de Deus na musica e nops deixarmos levar por uma vida sem oração e sem vinculos com a Igreja, sem compromissos com o Reino do Senhor.

A 6º Tentação – Safira e Ananias – A tentação de servir a Deus pelas metades

Fonte: Formação Espiritual de Evangelizadores na Musica
Autor: Roberto e Neusa Tannus

A história do casal Safira e Ananias é descrita nos Atos dos Apostolos, Capitulo 5, versiculos de 1 a 11. Naquele tempo os primeiros cristãos vendiam suas propriedades e depositavam aos pés dos Apostolos a quantia da venda, conquistando assim a admiração de todos. Eles procediam desta maneira pois haviam descoberto o Tesouro Escondido, que é Jesus, pérola preciosa.

Safira e Ananias tramaram de vender seu campo, porém retiveram para si certa quantia de dinheiro. Deus não havia ordenado aos dois que vendessem a propriedade, mas eles estavam tocados pela admiração que o povo tinha por aqueles que se dedicavam totalmente ao cristianismo. Os dois pretendiam ser “cristãos de aparência”, queriam parecer santos, quando no fundo estavam apegados ao materialismo. Não possuiam confiança absoluta no Senhor. talvez tivessem guardado um pouco de dinheiro com medo do cristianismo não dar certo; então poderiam recomeçar sua vida com o que lhes havia sobrado da venda do campo.

Pensando assim, dirigiram-se um após outro aos Apóstolos, primeiro Ananias e depois Safira. O primeiro que chegou teve seu pecado revelado: havia mentido não para os Apostolos mais para o Espirito Santo. Safira chegou por ultimo com a mesma mentira, encobrindo a verdade, tentando manter as aparências de pessoa muito santa; mas sua mentira, sua vida só de aparências foi desmascarada por Pedro. Os dois tiveram a mesma sorte: pereceram devido a sua mentira.

O ministro de Deus na musica não pode servir a Deus pelas metades. É uma grande tentação querer manter as aparências para servir ao Senhor. Não se pode querer viver uma vida carismatica aliada a uma vida de pecado ao mesmo tempo, uma vida de materialismo e de mentiras convivendo ao mesmo tempo com o serviço de Deus. Não podemos ter mascaras, temos de ser autênticos, não podemos ter procedimento fingidos. É o que nos diz São Paulo:

” Por isso não desanimamos deste ministério que nos foi conferido por misericórdia.Afastamos de nós todo procedimento fingido e vergonhoso. Não andamos com astúcia, nem falsificamos a palavra de Deus. Pela manifestação da verdade nós nos recomendamos à consciência de todos os homens, diante de Deus. ” II Corintios 4: 1-2.

A 7º Tentação – Os Filhos de Eli – Servir a Deus em estado de pecado

Fonte: Formação Espiritual de Evangelizadores na Musica
Autor: Roberto e Neusa Tannus

O procedimento indigno dos filhos do sacerdote Eli nos é relatado no Primeiro Livro de Samuel, Capitulo 2, versículos de 1 em diante ( Leia o capitulo inteiro ). Quando o povo ia até o templo para levar suas ofertas ao Senhor e sacrificar animais nas celebrações, os filhos do sacerdote Eli retiravam dos ofertantes aquilo que não lhes pertencia, retiravam o melhor das dádivas reservadas ao Senhor. Se alguns dos fiéis se opusessem, ameaçavam tomar à força.

O comportamento do pequenino Samuel era diferente. Embora ainda criança (vers. 18), servia ao Senhor trajando a veste sacerdotal. Desde pequeno o menino Samuel era consagrado ao Senhor e levava a sério seu trabalho.

A atitude dos filhos de Eli atraía a repulsa do povo, mas chegou aos limites. Um dia apareceu um homem de Deus (vers. 27) e declarou ao velho sacerdote o seu pecado de omissão por não corrigir o comportamento de seus filhos:

” Fazes mais caso dos teus filhos que de mim, engordando-vos com o melhor de todas as ofertas de meu povo de Israel. ” (I Samuel 2: 29b)

O homem de Deus declarou então a Eli que seus filhos não ficariam mais a frente das coisas de Deus, mas pereceriam devido ao seu mau comportamento.

Também o músico sofre a tentação de servir a Deus vivendo em estado de contratestemunho. O músico tem que ser consagrado ao Senhor como Samuel. Ser consagrado é ter o ministério como prioridade, como serviço, é separar para o Senhor o melhor de nosso tempo.

Muitas vezes somos tentados a não querer oferecer o melhor para Deus, mas com nossas atitudes de egoísmo e pecado impedimos as pessoas de entregar seus corações a Deus. É uma tentação forte de servir a Deus com procedimento indigno de servos que somos.

O que realmente convence as pessoas é nosso testemunho de vida:

” O homem contemporâneo acredita mais nas testemunhos que nso mestres” ( Evangelii Nuntiandi, 41)

Se o pecado esta impedindo de servir a Deus, ou as atitudes de contratestemunhos estão escandalizando as pessoas, se alguem esta com a vida irregular e mesmo assim continua à frente no ministério de música, é melhor parar, afastar-se temporariamente, procurar confissão,para então voltar para o seu lugar no ministério. Não há pecado algum que o Sangue de Jesus não possa lavar. Temos na nossa Igreja, o Sacramento da Reconciliação. Quem é sensato nao despreza as palavras de São Tiago:

” Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados. A oração do justo tem grande eficácia.” ( Tiago 5,16 )

Este tipo de tentação, o de servir na música com uma vida irregular, é muito perigoso, pois é muito cômodo ter uma fachada de santo, é até facil; porém aquilo que é oculto sempre vem a ser revelado. As pessoas quererão verificar se o músico esta realmente vivendo o que canta.

A 8º Tentação – O menino dos 5 pães – A tentação de reter para si

Fonte: Formação Espiritual de Evangelizadores na Musica
Autor: Roberto e Neusa Tannus

O melhor exemplo que poderiamos encontrar para ilustrar este tipo de tentação é uma figura quase apagada na Palavra de Deus, um menino que apenas é mencionado como dono de cinco pães e dois peixes, dádivas preciosas para a multiplicação dos pães. A história deste menino está no Evangelho de São João, capitulo 6 , versiculo de 1 a 15.

A multidão que seguia Jesus estava faminta. Jesus tem compaixão do povo. O mestre sabia muito bem o que ia fazer, mas para experimentar seus discipulos, perguntou-lhes:

” Onde compraremos pão para toda esta gente? ” (Vers. 5b)

André sempre vai a Jesus apresentando-lhe algo. André que um dia apresentou Pedro a Jesus, apresenta-lhe agora um menino proprietário de cinco pães e dois peixes.

A passagem não relata quase nada sobre o menino, mas nos colocamos a imaginar: o que estaria fazendo aquele menino no meio da multidão faminta com aquela quantidade de alimentos?

Seria ele alguém que estaria lá para vender alimentos? Será que aquela quantidade de pães e peixes havia sobrado porque o menino ficou entretido com as palavras de Jesus e assim esqueceu-se de comer?

Isso agora não tem muita importancia, pois o que queremos focalizar é que o menino doou o que possuia para o Senhor e, como resultado de sua doação, aconteceu o belo milagre da multiplicação. Sem a preciosa doação o milagre não aconteceria. No meio daquela multidão é claro que o menino ficou tentado a não entregar o que possuia, é o que deduzimos, devido a toda uma multidão faminta que o cercava.

O músico é também tentado como o menino dos cinco paes e dois peixes, ou seja, a não dar ao Senhor o que possui de mais precioso : sua vida.

O Senhor muitas vezes faz um milagre a partir do que é oferecido a Ele, como nas Bodas de Caná, onde foi apresentado ao Senhor água para ser transformada em vinho. Se retemos nossas ofertas ao Senhor, como haverá multiplicação?

É uma tentação perigosa a de reter os conhecimentos e técnicas musicais só para si. Há muitos musicos fazendo isto e, por esta causa, temos tido tão poucos músicos cristãos. Já que o milagre da multiplicação tem sido impedido de acontecer por falta de servos dispostos a doarem de si mesmos ao Senhor e aos irmãos.

É semeando que colhemos. Ninguem planta uma quantidade de sementes em condições normais, para receber o mesmo tanto de sementes que plantou; ao contrario, a terra generosa se incumbe de multiplicar as sementes:

” Convém lembrar: aquele que semeia pouco, pouco ceifará. Aquele que semeia em profusão, em profusão ceifará. Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama o que dá com alegria. ” II Corintios 9: 6-7

O musico deve ser como André, que apresenta algo para o Senhor, que não se apresenta a Deus vazio, mas oferece ao Senhor pequenina colaboração para acontecer o milagre da multiplicação.

A 9º Tentação – Pedro – A tentação de voltar a vida velha

Fonte: Formação Espiritual de Evangelizadores na Musica
Autor: Roberto e Neusa Tannus

Logo depois que Jesus, Ele apareceu a seus discipulos. No capitulo 20 do Evaneglho de São João a Palavra de Deus mostra-nos que em uma de suas aparições Jesus dá a seus apostolos a autoridade de perdoar os pecados. Apesar desta investidura de autoridade espiritual os apostolos nao sairam imediatamente confessando o povo e manifestando a presença de Cristo ressussitado, pois isso só acontece após o Pentecostes, quando o Espirito Santo ensinou e recordou aos discipulos a sua missão de levar a Boa Nova, de proclamar Jesus vivo.

No capitulo 21 do Evangelho de São joão , Pedro comunica aos seus companheiros, apostolos que como ele mesmo foram testemunhas oculares da ressurreição de Jesus:

” Vou Pescar ” (Vers. 3)

Neste momento colocamo-nos a indagar: Será que Pedro esqueceu-se que já havia trocado de profissão e que não mais era pescador de peixes, mas de gente? Estaria Pedro voltando a vida velha? Teria Pedro esfriado na fé?

Pedro e os discipulos sairam a pescar, mas embora pescassem a noite inteira, não pegaram peixe algum. Assim também acontece conosco. Quando já pertencemos ao Senhor e queremos fazer algum trabalho sem consultá-lo, não somos bem sucedido. Não tem como, uma vez que somos ministros de Jesus, sairmos bem em nosso trabalho na música sem primeiro procurar qual a sua vontade.

Já de manha, exaustos, os apóstolos vão retornando à praia e de subito, deparam com Jesus,porém não o reconhece. Jesus manda-os lançar as redes novamente. Eles obedecem e aí, e só então, a pescaria é bem sucedida. Por este motivo reconhecem a presença de Jesus, presença responsável pela boa pesca. Enquanto estavam presos em si mesmos dependendo só de seus esforços e contando só com seus conhecimentos, não reconhecem a Jesus. Neste momento Pedro descobre que está nú. É a mesma nudez de Adão após o Pecado no Paraiso, é a nudez que o afastamento de Deus ocasiona, nudez de dons. Nossa auto-sufiência nos despe da ajuda que Deus quer nos dar. Pedro cinge-se, lança-se nas águas e vai em direção ao Mestre, enquanto seus amigos retiram os cento e cinquenta e três peixes grandes.

Aos saltarem na praia o Senhor os espera com brasas preparadas, em cima delas um peixe e pão. Quando saimos para a vida velha, assim nos espera o Senhor: com a brasa de seu amor a arder por nós, brasas prontas para reaquecer nosso coração que esfriou na fé. Os fracassos e sofrimentos que o mundo nos impinge esfriam nossa fée só nos reaquecemos perto de Jesus. Ele nos oferece o Pão da Vida para recobrarmos a fé e reanimarmos para missão.

A tentação de voltar a vida velha esteve também presente na vida do povo de Israel, logo que saíram do cativeiro no Egito e se detiveram com as primeiras dificuldades:

” Toda a assembléia dos israelitas pôs-se a murmurar contra Moisés e Aarão no deserto. Disseram-lhes: “Oxalá tivéssemos sido mortos pela mão do Senhor no Egito, quando nos assentávamos diante das panelas de carne e tínhamos pão em abundância! ” Exodo 16: 2-3

E ainda:

” A população que estava no meio de Israel foi atacada por um desejo desordenado; e mesmo os israelitas recomeçaram a gemer: “Quem nos dará carne para comer?, diziam eles. Lembramo-nos dos peixes que comíamos de graça no Egito, os pepinos, os melões, os alhos bravos, as cebolas e os alhos. ” Numeros 11: 4-5

O povo de Israel sentia falta da abundância de alimentos que tinham quando eram escravos no Egito e eram tentados a voltar. Era uma abundância de alimentos, mas sem a alegria da liberdade, pois eles precisavam trabalhar o dia inteiro fazendo tijolos sob o chicote dos feitores. Uma vez que o Senhor nos tirou do “antigo dono”, se quisermos voltar aos prazeres antes oferecidos por ele, perderemos nossa liberdade e voltaremos a escravidão.

O amor de Jesus convida Pedro a voltar. É justamente o amor a forma que Deus usa para os trazer de novo quando caimos na tentação de esfriar na fé e voltar a vida velha. Jesus por três vezes pergunta a Pedro: ” Tu me amas?”. Somente após a terceira pergunta é que Pedro cai em si e se entristece. A Transição da Igreja vê aí uma intima ligação com as três negações de Pedro. Então Pedro responde ao Mestre: ” Tu sabes tudo, tu sabes que te amo ” (vers. 17 b). Pedro sabe que Jesus tudo conhece. O Senhor conhece-nos por dentro , sabe que somos fracos. Não precisamos fingir o que não somos, não precisamos dissimular e disfarçar o que trazemos dentro de nós para o Senhor, pois Ele sabe o que há dentro do homem.

Jesus dá uma ordem muito séria ao Príncipe dos Apostolos: “Apascenta as minhas ovelhas “. Esta ordem é também para nós. As ovelhas pertecem ao Senhor e não a nós e Ele quer que cuidemos do rebanho com zelo, com fervor e alegria. Não nos quer desanimados e prestes a voltar para as cebolas do Egito.

Precisamos questionar: esfriei na fé? Possuo o mesmo amor do primeiro encontro com Jesus? Estou jejuando como nos primeiros dias quando descobrimos Deus ou será que arrefeci do meu primeiro amor?

No Apocalipse São João chama a atenção dos Efésios dizendo-lhes que esfriaram na fé e arrefeceram o primeiro amor:

” Mas tenho contra ti que arrefeceste o teu primeiro amor.Lembra-te, pois, donde caíste. Arrepende-te e retorna às tuas primeiras obras. ” Apocalipse 2: 4-5

Todas as vezes que esfriamos no nosso primeiro amor com Jesus e deixamos as primeiras obras de conversão, caimos na tentação de voltar a vida velha.

A tentação de voltar a vida velha sempre se apresentará diante do musico, outrossim sabemos que podemos recoorer a Jesus com Pedro e dizer com ele:” Tu sabes tudo, tu sabes que te amo “.

A 10º Tentação – Judas – A tentação de agir sem amor

Fonte: Formação Espiritual de Evangelizadores na Musica
Autor: Roberto e Neusa Tannus

A Tradição da Igreja afirma que Judar Iscariotes era um zelota. Os zelotas eram guerrilheiros israelitas que lutavam contra o domínio romano. Eram nacionalistas ferrenhos e desejavam um Israel forte e livre dos seus opressores.

Judas Iscariotes foi um dos escolhidos para andar com Jesus (Mt 10,4). Ele como os outros apostolos, foi enviado em missão de ir à frente de Jesus pelas aldeias e povoado anunciando a presença do Reino de Deus (Mt 10,5). Portanto Judas conhecia Jesus e seu poder.

Apesar de conhecer o Senhor, Judas não agia com amor. Embora andasse com Jesus não possuia os mesmos interesses e agia com desonestidade. Verificamos no Jantar em Betânia ( Jo 12, 1-8 ), na ocasião em que Maria derrama um frasco de um perfume muito caro nos pés de Jesus, que aquilo que passava pelo coração de Judas era bem diferente de amor:

” Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair, disse: Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres? Dizia isso não porque ele se interessasse pelos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, furtava o que nela lançavam. ” Jo 12, 4-6

Jesus conhecia bem Judas, sabia que ele o havia de trair e mesmo assim agiu com amor para com Judas. Lavou-lhe os pés ( Jo 13), deu-lhe a chance de regenerar-se (Jo 13,28-30), até se deixou ser beijado por Judas (Mt 26,49-50). Porém Judas vendeu Jesuss, vendeu também sua fé, pelo preço de trinta moedas, o preço de um escravo.

Logo que Jesus é preso, Judas arrepende-se, é tomado de remorsos (Mt, 27,1-10), tenta devolver a quantia, tenta voltar atrás em seu gesto traidor, mas tudo já esta consumado. Judas esperava que Jesus fosse o libertador de Israel das mãos opressoras dos romanos. Judas esperava que seu Mestre fosse governar Israel, mas quando o Senhor falou de sua morte e ressurreição, Judas decepcionou-se, deixou-se levar pelo dinheiro e renegou sua fé. Judas não confiou no perdão divino. O perdão que Jesus deu a Pedro foi de uma falta semelhante à traição de Judas, só que Pedro buscou a misericordia de Deus e Judas achou que seu pecado era maior que o amor de Jesus.

Judas já havia agido tanto sem amor e movido pela cobiça de tal maneira que não mais confiava no amor, não acreditava no amor, não agia no amor. Esse foi o grande erro de Judas: não agir e nem confiar no amor.

O que deve mover o musico a prestar o serviço a Deus deve ser o amor. É necessário todos os dias questionar: o que esta me movendo é realmente o amor? Tenho agido com honestidade para com Deus?

A tentação em que Judas caiu foi a de não andar no amor. É uma tentação muito grande também para quem ministra musica. Devemos entregar a Deus todas as nossas decepções com as pessoas. Devemos até confessar se estamos decepcionados com as demoras de Deus. Não podemos disfarçar o que há dentro de nós, temos de ser sinceros para com Deus.

 

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